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domingo, 18 de janeiro de 2015

Semana Especial Saga Encantadas - Entrevista com Sarah Pinborough



Sarah Pinborough está rapidamente se juntando ao clube de autores cujo trabalho desafia a fácil categorização. Embora tenha iniciado sua carreira como autora de livros de terror, escreveu textos de ficção científica – que incluem dois romances da série Torchwood, ambos bem recebidos pela crítica -, o romance policial histórico Mayhem (Mutilação), publicado pela Jo Fletcher Books, um selo da Quercus Books, um roteiro para o seriado da BBC, New Tricks (Novos Truques) e mais recentemente uma trilogia da editora Gollancz, que reconta contos de fadas – às vezes de maneira um pouco perturbadora. Paul Simpson se encontrou com a autora em meados de março para uma entrevista:

Como se originaram essas três obras: Veneno (Única, 2013), Feitiço (Única,
2013) e Poder (Única, 2014)?
Eu diria que foi mais uma questão social que propriamente de trabalho. Quando Once Upon a Time estava passando na TV, Gillian Redfeam, minha editora na Gollancz, estava assistindo e,  o incidentemente, eu também estava assistindo. Sei que parece sexista, mas em geral eu não costumo assistir programas para garotas – e esse parecia ser exatamente isso. Todos que o apreciavam eram mulheres; os homens não pareciam tomar conhecimento dessa série. Gillian e eu adorávamos e costumávamos trocar mensagens sobre ele.
Um dia nós estávamos almoçando e ela perguntou: “Como você se sentiria sobre a ideia de recontar alguns contos de fadas?”, e eu disse “Bem, eu nunca havia pensado nisso, mas, sendo uma escritora profissional... Eu posso...”
 Os representantes da editora se envolveram em negociações bastante acalora das com a minha agente - que, aliás, foi bem dura com eles. Deus a abençoe, pelos três livros. Devo dizer que durante todo o tempo em que eles conversaram eu estava em pânico. Ficava pensando que não sabia exatamente o que iria fazer, tampouco se seria capaz de fazê-lo. Foi então que a reviravolta final para a história Veneno surgiu em minha mente e, de repente, compreendi como faria para interligar as três histórias.
São três livros autônomos, mas, ao mesmo tempo, eles formam um círculo. Desse modo, independentemente de onde você começar, cada história estará completa.

Então todas as histórias acontecem simultaneamente?
Não. Veneno é a história do meio. A história de Feitiço nos leva à história de Veneno, que, por sua vez, nos transporta até o livro Poder. Então, embora os protagonistas sejam diferentes em cada livro, todos os demais per sonagens aparecem nas três histórias. Eu planejei de tal modo que onde quer que o leitor começasse, seria possível estabelecer diferentes níveis de simpatia pelos personagens - você teria mais simpatia por determinado personagem se começasse pelo livro dois, mas isso não afetaria sua leitura nos outros livros. Nesse aspecto o trabalho foi bem delicado. Fiquei muito satisfeita com o
resultado final.

Então, podemos presumir que você planejou toda a trilogia antes mesmo de começar?
Obviamente tive de preparar um esboço das três histórias para mostrar à editora o que eu estava planejando, mas devo dizer que o conteúdo do terceiro livro foi levemente alterado, uma vez que alguns detalhes tiveram de ser ajustados nos dois primeiros à medida em que eu os escrevia. Por sorte, pelo fato de os três livros serem lançados em datas tão próximas, consegui fazer as alterações necessárias nos dois primeiros livros enquanto ainda escrevia o terceiro. Em geral, isso é impossível em uma trilogia – nas outras trilogias que escrevi eu dizia a mim mesma: “Oh, meu Deus, agora eu me coloquei em uma enrascada...”

Por que se decidiu primeiramente por Veneno?
Foi o primeiro para o qual tive uma boa ideia. De fato, somente quando já estava planejando o segundo e o terceiro livros eu imaginei que eles poderiam funcionar dessa maneira. Embora seja a história do meio, Veneno é o começo natural da narrativa. Eu queria me dedicar a contos de fadas
que todos conhecessem, e Branca de Neve é um dos mais famosos; eu não queria algo que fosse demasiadamente obscuro. Não haveria graça em fazê-lo.

Então funciona mais ou menos como Into the Woods (Na Floresta), pois toda a plateia já onhece as histórias e consegue visualizar o que Sondheim está fazendo com elas.
Exatamente.

Você escreveu personagens bem atuais em histórias que tradicionalmente acontecem em ambientes medievais. Essa dicotomia lhe causou problemas?
A primeira, sim. Demorou um pouco até que eu pegasse o jeito. Fiquei bastante nervosa quando entreguei o trabalho. Pensei: “Meu Deus, há um grande contraste entre os personagens modernos e o mundo dos contos de fadas”. Contudo, ao mesmo tempo eu acreditava que aquele seria o único jeito de escrever sobre o tema para os leitores de hoje. As mulheres dos contos de fadas tradicionais são muito doces e previsíveis: elas vestem belos vestidos, ficam presas em algum lugar, o príncipe as salva ou elas se casam e então têm um bebê... Não há muita ação nos contos de fadas!
Espero que os homens também gostem dos livros, mas confesso que escrevi prioritariamente para o público feminino, o que é muito incomum para mim: a maior parte do meu material é um tanto obscuro e tenho muitos personagens do sexo masculino. Foi muito interessante para mim me colocar
dentro dessas perspectivas femininas.
Acho que para nos conectarmos a essas mulheres é preciso que elas tenham motivações reais. Foi complicado tentar manter um equilíbrio, mas eu tentei abordar esse trabalho como se eu estivesse escrevendo um romance de fantasia, ao estilo conto de fadas.

Entretanto, fortalecer os personagens femininos é quase como ir contra o próprio tema da história. Sem correr o risco de revelar a reviravolta em Veneno, pode-se dizer que Branca de Neve assume bem mais o controle da situação, tanto no que diz respeito à madrasta como ao seu relacionamento sexual com o príncipe.
Minha editora gargalhou com um trecho da história – ela o considerou perfeito, mas o trecho só a fez rir. Embora os três livros tenham cenas de cunho sexual, eu não queria que o sexo ali parecesse forçado na história; eu queria que ele dissesse algo sobre os personagens, sobre como eles são, esse tipo de coisa.

No início você quase se utiliza da tradicional técnica de “fechar a porta” nas cenas de sexo..., porém, mais adiante no livro você abre essa porta.
No caso dos dois livros seguintes, eu os escrevi até o final e então retornei e acrescentei o sexo. Nenhum autor gosta de escrever cenas de sexo: é muito difícil fazê-lo de modo convincente. Quem escreve tem medo de cometer erros. Mas, pelo fato de contar com alguns momentos do tipo “porta fechada”, ou com alusões ao ato sexual, imaginei que precisaria de algum tipo de compensação
para mantê-los verdadeiros. Isso também é importante para o que acontece depois das cenas de sexo...

Para mim, essa foi a parte mais moderna de tudo: você encontra uma pessoa séria e recatada, fecha a porta do quarto e então o que acontece não é de modo nenhum o que se esperava.
É, existe algo ali que se poderia chamar de dupla moral.
Onde estaríamos sem isso!
Exatamente.



Você disse que retornou às histórias e acrescentou as cenas de sexo, mas elas já eram partes essenciais dos roteiros?
Sim, eu diria que isso teve mais a ver como a minha perspectiva, pois pensei: “É melhor retornar a isso mais tarde. Gillian me pediu que inserisse algumas partes. Já no terceiro livro, ela me solicitou que abrandasse alguns trechos, então acabei me aprimorando nisso. Há uma cena de orgia em Poder que tive de mudar um pouco para suavizá-la.

Isso ocupou seu tempo ao longo de vários meses; no que mais você trabalhou?
Eu também entreguei o livro Mayhem (Mutilação), que foi publicado com o selo JoFletcher Books, da Quercus, e no momento estou trabalhando em Murder (Assassinato), o segundo da série. Tenho outro livro para escrever para a Gollancz, então outro para a Jo Fletcher e finalmente outro para a Gollancz... quero que todos se saiam bem nas lojas, mas sinto-me imensamente orgulhosa por Mayhem. Esse foi o trabalho mais difícil que já realizei, pois se trata de um crime histórico, que alterna pessoas reais e personagens fictícios. É minha visão sobre crimes não solucionados, então  precisei pesquisar muito. Nesse sentido os contos de fadas representaram um grande alívio para esse tipo de trabalho pesado.

Você os escreveu simultaneamente?
Na verdade, enquanto fazia a edição de um eu já pesquisava para o outro. Obviamente, no caso dos contos de fadas, a edição foi contínua, pois eles foram lançados com diferença de apenas três meses um do outro. Não houve intervalo entre eles. Também tinha de reescrever um filme, que estava esperando por mim! Além disso, tenho colaborado com F. Paul Wilson em um projeto um tanto apocalíptico. Por sorte ele se mostrou muito compreensivo quando tive de colocar esse trabalho em espera quando outras coisas surgiram em meu caminho. Trata-se de algo que realizamos por conta própria e que no início deveria ter cerca de 30 mil palavras, mas que já beira 60 mil. De fato, só decidiremos o que fazer com esse projeto quando o terminarmos.


Você está escrevendo algo para a TV?
Eu tenho um original em três partes, adquirido pela World Productions, responsável por Line of Duty e The Bletchley Circle. Eles estão trabalhando nisso agora. Talvez eu volte a trabalhar em New Tricks no ano que vem: acho que me saio melhor em trabalhos próprios que em textos de outras pessoas, mas é possível que eu colabore na próxima série.
No que se refere a roteiros de TV, embora o primeiro rascunho leve cerca de duas semanas apenas para ficar pronto, geralmente o processo como um todo representa cinco meses de trabalho intenso. Então, considerando meus compromissos em termos de livros, teria de avaliar cuidadosamente. A recompensa é boa, assim como a experiência, mas se eu tivesse feito isso com a série eu provavelmente teria enlouquecido.

Aquilo que você aprende ao escrever roteiros de filmes e séries de TV acrescenta alguma coisa ao seu trabalho na área de ficção, ou os processos são muito distintos?
Sinto que meus diálogos estão bem melhores nos livros que escrevi depois de trabalhar em filmes - eu diria que agora quando preparo um livro penso de modo um pouco diferente. Entretanto, são duas coisas bem distintas a maneira como se monta uma história nas duas linguagens é muito diferente. No caso das telas, tenho de trabalhar com muito mais afinco, pois isso é muito mais novo para mim que escrever livros. Eu conheço meus hábitos e sei em que partes consigo escrever mais rápido e em que pedaços tenho mais dificuldade.
O processo de escrever roteiros de filmes é bem mais colaborativo: um número bem maior de pessoas  pode participar, dar sugestões e optar. No caso do livro, o texto é seu. Talvez seu editor lhe peça para fazer algumas alterações, mas ainda assim é aquilo que você imaginou desde o início. No caso de roteiros e scripts há produtores, diretores, atores... cada um deles sugere mudanças. Acredito que seja pelo fato de muito dinheiro estar em jogo. Isso provavelmente me ajudou a aceitar melhor as críticas!

Alguns autores parecem acreditar que ao escreverem textos de fantasia e horror eles podem se utilizar de diálogos que não sejam “normais”, mas, em geral, quando eles são escritos de maneira mais normal eu os considero mais eficientes...
Quando escrevi The Hidden (O escondido) para a Leisure, eles não costumavam preparar os textos. Eu entregava o material e eles mudavam “tinha” por “havia” e isso era tudo. Não havia preparação ou edição propriamente dita. Eu só recebia as provas, mas não havia uma curva de aprendizagem no processo. Trabalhando com Jo Fletcher e Gillian Redfeam, aprendi muito. Meu filme se baseia no livro The Hidden, então tive de retornar ao texto e examiná-lo novamente. Hoje eu releio os diálogos e penso: “Jesus Cristo, o que eu estava pensando?”. Acredito que o diálogo seja a parte mais complicada para os romancistas, pois eles podem parecer um pouco forçados, particularmente em textos históricos ou de fantasia. Ele pode acabar com frases do tipo “vossa senhoria” e coisas assim. Quando eu era professora e ensinava as crianças a escreverem histórias, elas com frequência vitavam diálogos porque era muito difícil usá-los com naturalidade.

Você diria que tem sido uma escritora de ficção científica?
Eu diria que The Dog-Faced Gods (Os deuses com aparência de cães) é uma obra de ficção científica. The Chosen Seed (A semente escolhida) definitivamente é um livro de ficção científica - ou pelo menos era isso que eu tinha em mente. Não sei como as pessoas o veem, mas para mim é isso. Jamais
pensei nele como horror. Eu o vejo como crime e ficção científica. Nunca considerei a questão das moscas particularmente perturbadora, mas acho que pelo fato de eu ter escrito seis livros de horror antes desse, as pessoas acabaram achando que esse livro também se inseria nesse estilo. Se tivesse sido escrito por um novo autor, não acho que seria considerado como horror. Acho que é crime com uma pitada de fantasia, ou algo assim. Na época, as pessoas me conheciam como autora de livros de horror, então foi fácil categorizá-lo dessa maneira. Sei que irritei algumas pessoas. Não me considero mais uma autora de livros de horror. Não escrevo histórias unicamente de horror. Acho que escrevo textos com elementos obscuros. Tenho certa tendência a escrever sobre o lado obscuro da vida... você
nunca adivinharia isso!... Todavia, nunca escrevo sobre demônios ou fantasmas. Mayhem, sem dúvida, apresenta alguns momentos bastante sombrios e há um lado sobrenatural, mas a editora o divulgou como crime histórico e, inclusive, participei de painéis de discussão no Harrogate Crime
Festival (Festival de Crimes da Harrogate). Um problema que tenho em minha carreira - e de que gosto bastante é o fato de não escrever sobre um tema específico. Tenho três contos de fadas e um livro de cunho histórico sobre crime! Ah, se eu pudesse pensar em uma série brilhante sobre crimes...

Fonte

Espero que tenham curtido galerinha, até a próxima!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Resenha: Poder ~ Saga Encantadas - Sarah Pinborough


Oi galera, como estão? E a Semana Especial com a Saga Encantadas continua! E hoje é dia do último livro, Poder.

Sinopse
"Acordar uma princesa pode ser letal.
Para fãs de Once Upon a Time e Grimm, a série Encantadas prova que contos de fadas são para adultos!
Quando um príncipe mimado é enviado pelo seu pai para tentar desvendar os mistérios de um reino perdido, ninguém imagina os perigos que ele encontrará pela frente! Acompanhado da figura sóbria e sagaz do Caçador e de Petra, uma jovem valente que possui uma ligação muito forte com a floresta, o príncipe acaba encontrando um reino adormecido por uma estranha magia. Todos os seres vivos foram cercados pela densa mata e estão dormindo, em um sono pesado demais, que só poderia vir da magia. Mas que tipo de bruxaria assolaria uma cidade inteira e seus habitantes? E, principalmente, quem faria mal a uma jovem rainha tão boa e tão bela? A não ser, claro, que os olhos não percebam o que um coração cruel pode esconder...
Poder é o terceiro volume da trilogia Encantadas, e traz como história principal o conto da Bela Adormecida. Porém, esqueça os clichês tradicionais e se entregue a uma nova visão dos contos de fadas, em que heróis e anti-heróis precisam se unir para não perecerem à beleza superficial de princesas e rainhas egocêntricas e aos príncipes em busca de aventuras."


Contém Spoiler 

Eis que rei e rainha esperam que o seu amado filho tenha uma aventura. Prestes a torna-se rei ao suceder seu pai, o príncipe sai em busca desta 'aventura'. Juntamente com um caçador, que teve jurar proteger o primogênito, o qual acredita ser o herói desta história. Os dois partem pela floresta em busca de um reino perdido há um século, a fim de conquistá-lo e tomar suas riquezas para o reino.

Depois de algum tempo de caminhada, o rapaz e o caçador deparam-se com um ataque de lobos a uma casa. O caçador salva a velha criadora de ovelhas enquanto o príncipe brande sua espada sem aber o que fazer. Conhecem Petra, que seria Chapeuzinho Vermelho, que uiva para o outro lado da floresta emaranhada e sombria, e recebe um uivo de volta. Então ela se junta á caçada.

Por várias horas tentam abrir caminho por uma floresta que é um emaranhado de galhos e cipós. As plantas estão tão juntas que chega a ser sufocante passar por elas. Elas formavam um grande muro ao contorno do reino adormecido e amaldiçoado. Ao chegar no reino encontram pessoas caídas no pátio dormindo em sono profundo. Adentram o castelo e se dividem, a procura os levou a uma bela mulher em sono profundo, deitada na cama enquanto gotas caem de seu dedo, o chão está tomado pelo sangue.

O príncipe admira a beleza da moça diante de si, e decide beijá-la, no mesmo instante, o caçador estanca o ferimento no dedo da bela jovem. De súbito, a moça acorda e com ela todo um reino. A menina é fruto do casamento da rainha das águas com um mortal, ela atraia todos os homens com sua beleza, e logo de imediato eles se viam apaixonado por ela.


Um grande banquete foi dado para festejar a volta da rainha. O que não se podia esperar era que a Bela se transformaria numa fera. A menina, com rosto angelical e cabelos louros feito o sol, dava lugar a uma mulher com traços diabólicos e cabelos sombrios. Bela não sabia, mas a Fera apossava-se dela, e esses dias eram chamados de dias sombrios, pois com a personalidade da garota, mudava-se também o clima, com grandes tempestades.

Bela e o príncipe se casariam em um dia,v tomados pelo que se dizia ser amor e pela impulsão que ele lhes trouxe. Ele foi orientado a ficar no seu quarto e se trancar lá, e obviamente não obedeceu. Desceu ao salão onde Bela tinha se transformado e desejou nunca ter saído de seus aposentos. O lugar estava tomada de pessoas em orgias, livres e selvagens, sem pudor algum. Por onde a Fera passava imprimia-lhes o desejo carnal, e não foi diferente com o príncipe. 
As cenas da Fera dançando em meio ao sangue da mulher que ele matara nunca sairia de sua mente. E o gosto de seu sangue, forçado a beber com ela também não saia de sua boca.

Título Original: Beauty
Tradutor: Edmundo Barreiros
Editora: Editora Gente
Selo: Única Editora
Páginas: 223
Capa: Brochura
ISBN: 978-85-67028-14-9

                                                           Minhas impressões

Esse foi sem dúvida o livro que mais me surpreendeu da Saga, ele é incrível, nunca que eu ia imaginar uma história dessas! Eu li muito mais rápido do que os anteriores, e olha que é uma leitura muito rápida. A textura das folhas é algo sensacional. 

Eu poderia fiar falando horas e horas desse livro, mas creio que o objetivo não é esse. Eu indico esse livro, sabe quando você está com tédio numa tarde de domingo? Esse livro é perfeito pra isso. Ele me surpreendeu mais do que os demais.

Será que a Chapeuzinho Vermelho encontrará aquilo que ruiva pra ela durante a noite por detrás dos emaranhados impenetráveis dos galhos da floresta adormecida? E o príncipe, conseguirá casar-se com Bela mesmo sabendo das atrocidades que ela cometeu sobre seu povo enquanto Fera? Você só vai descobrir lendo!

Fiquem ligados para o último post da série hein? Não esqueça de deixar um comentário! Até mais.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Resenha: Feitiço ~ Saga Encantadas - Sarah Pinborough


Olá amados! Como estão? Hoje é dia de resenhar o segundo livro da Saga Encantadas. Uma série de releituras dos contos de fadas mais conhecidos do ocidente.


Sinopse
"Cuidado com o que você deseja!
Para fãs de Once Upon a Time e Grimm, a série Encantadas prova que contos de fadas são para adultos!Você se lembra da história da Cinderela, com sua linda fada madrinha, suas irmãs feias e um príncipe encantado? Então esqueça essa história, pois nesta releitura de Sarah Pinborough ninguém é o que parece. Em um reino próximo, a realeza anuncia um baile que encontrará uma noiva para o príncipe e parece que o desejo de Cinderela irá ganhar aliados peculiares para ser realizado. Contudo, não será fácil: ela não é a aposta de sua família para esse casamento real, e sua fada madrinha precisa de um favorzinho em troca de transformar essa pobre coitada em uma diva real. Enquanto isso, parece que Lilith não está muito contente com os últimos acontecimentos e, ao mesmo tempo em que seu reino parece sucumbir ao frio, ela resolve usar sua magia para satisfazer suas vontades.Feitiço é o segundo volume da trilogia iniciada com Veneno, um best-seller inglês clássico e moderno ao mesmo tempo em que recria as personagens mais famosas dos irmãos Grimm com personalidade forte, uma queda por aventuras e, eventualmente, uma sina por encrencas. Princesas, rainhas, reis, caçadores e criaturas da floresta: não acredite na inocência de nenhum deles!"




Contém Spoiler

Mais uma vez o livro traz a presença do desejo em cada capítulo. Desta vez, Cinderela anseia com a realeza. Diferente da história "original" que diz-se como uma moça pura e pobre que queria apenas encontrar o amor verdadeiro, Cinderela quer também o poder que a riqueza lhe trará.

Cinderela vive com seu pai e a madrasta, a qual tem duas filhas. Ivy casou-se com um pertencente à realeza, a outra, Rose, mora com a mãe. Conta-se que a Madrasta abandonou um Conde para viver com o pai de Cinderela. Uma história muito mal contada, já que desde que se lembra, a mulher tenta voltar novamente para os bailes e os olhares dos ricos.

O inverno é rigoroso, e com ele vem a neve. A família da garota não pode manter uma casa, então conta com a ajuda de Buttons para manter a casa. Ele é uma espécie de Don Juan, rouba dos ricos para dar aos pobres. Eles passavam horas juntos conversando sobre as festas dadas no castelo. Quanto mais ele falava mais vontade ela tinha de se juntar a eles.

A madrasta faz de tudo para que Rose consiga um bom par para elevá-las novamente a condição de realeza. A mãe a faz comer pouco, e pouco antes do baile que escolheria uma princesa, fez-a ter aulas para saber como se comportar. Enquanto isso, Cinderela passava frio ao fazer os serviços da casa.

Cinderela recebe uma proposta. A mulher etérea que ela pensou ser sua fada madrinha é na verdade uma grande feiticeira do reino ao lado. Cinderela recebe um sapatinho de cristal, que faz com que o príncipe a deseje ardentemente. Ao chegar ao baile, ela percebe que o príncipe já se encantou por uma garota, mas não mede esforços para chegar até ele. Eles dançam, e ele a leva para a sacada, longe dos demais convidados. Depois de um beijo ardente e de quase se despirem, ela foi embora sem provar o gostinho da paixão. Mas deixou um sapatinho para trás.

Desolado, o moço parte em procura da moça a qual deverá se casar. A madrasta faz Rose embrulhar o pé em panos para que parecesse mais fino e entrasse nos sapatinhos. Para agradar a mãe, a menina corta o dedo do pé fora, o que não foi uma boa coisa, já que depois disso a guria não conseguiria mais andar (sensacionalismo). Ao final descobre-se que a garota cortou o dedo do pé errado.

Eis que o sapato fora colocado no pé de Cinderela, e por ser mágico, caberia somente nos pés dela. O príncipe foi avisado e a família mudou-se para o castelo. A madrasta por um segundo ficou feliz por ser a Cinderela a levá-la novamente para os bailes do castelo. Era de se esperar que Rose fosse uma irmã má, mas não nessa história. A irmã tratou Cinderela com tanta gentileza, que chegou a consolar a irmã quando ela percebeu que o seu príncipe dava umas escapadinhas durante a noite, e não a desejava mais como na noite do baile.

Quando lhe foi dado o feitiço com os sapatos, algo fora pedido em troca, a Cinderela deveria procurar algo por entre o castelo, e ela saberia o que era quando encontrasse. Todas as madrugadas, saia a espreita com o caçador para revirar as portas sombrias.

Ficha Técnica:

Título Original: Charm
Tradutor: Edmundo Barreiros
Editora: Editora Gente
Selo: Única Editora
Páginas: 243
Capa: Brochura
ISBN: 978-85-67028-05-7



                                                           Minhas impressões      

Como já havia dito no post anterior, as folhas são amarelinhas, do jeito que eu gosto. A fonte tem tamanho ideal e a diagramação esta perfeita! Além dos pequenos detalhes lembrando os contos de fadas. E o que falar desta capa? Eu gostei mais que a anterior, embora esteja com muito contraste e chega a ser um pouco escuro. 

Esse livro me surpreendeu mais que o anterior, mas não chegou aos pés do terceiro, o meu preferido. Sarah continua com o seu modo de escrever e de comparara as coisas, muito original. A busca de Cinderela pelas escadas do castelo torna-se um suspense, embora já desfiamos o que está por trás da porta que ela procura.

No instante em que Cinderela colocava o sapatinho, despertava uma paixão fulgurante do príncipe. Ele não a amava, apenas a desejava, e isso feriu seu coração. Ela passou noites sonhando com aquele homem, queria encontrar o verdadeiro amor e morar no castelo. Toda beleza é magia. Acabou por 

Cinderela tinha a lembrança de uma mãe alegre que contava histórias para ela quando criança, e sua madrasta destruiu sua família ao fisgar seu pai. Isso é o que ela pensa.

E você, já leu? Deixe um comentário!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Resenha: Veneno ~ Saga Encantadas - Sarah Pinborough


Olá galera, como estão? Essa semana vou enfim publicar as resenhas da Saga Encantadas da Sarah Pinborough, da Única Editora, Selo da Editora Gente. Vamos começar com o primeiro livro: Veneno.

Sinopse
 "Sexy, sarcástico e de prender a respiração!
Para os fãs de Once Upon a Time e Grimm, Veneno é a prova de que contos de fadas são para adultos! 
Não existe “Felizes para sempre”! Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativaram por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria “um final feliz” pode se tornar o pior dos pesadelos!"


Contém Spoiler 

Não vá esperando um conto de fadas, afinal, essa história não é para crianças. Logo de início começa com uma cena um tanto adulta. Depois que sua esposa morreu, o rei casou-se novamente. A nova rainha era etérea e assim que o rei partiu para a guerra com o reino vizinho, a bela mulher tomou o poder. No instante em que ele partira, a garoa transformou-se em tempestade e um silencio sombrio envolveu o castelo. Lilith, aprendera com sua bisavó a arte da feitiçaria, além da sedução inata de mulher. 

Branca de Neve tinha um coração puro, mas a carne ardente em desejo. Era livre e selvagem e sua beleza só agrava isso. A rainha invejava pela beleza natural e ordenou a um caçador que trouxesse seu coração. Ao encontrar Branca, nua, da forma mais pura a nadar, repensou se o coração da moça valia sua sobrevivência. Sem vergonha ou pudor, Branca deixou-se olhar. Ele aconselhou a fugir, mas ela não fugiu tão fácil, não antes de tê-lo por entre as pernas.

O caçador entrega a faca ensanguentada e o coração, mas não conta que a avó da feiticeira está na espreita e descobre ser o coração de um veado. Por tamanha traição, o caçador é transformado em um camundongo. A velha saiu para floresta a fim de achar Branca, em posse de uma maçã vermelha e brilhante. Os anões voltavam da floresta quando viu a garota levar algo na boca, antes que pudessem gritar, ela caiu sem vida no chão duro.

Os anões perceberam que ela não mudava, mesmo depois de dias. Não podiam enterrá-la, então fizeram um caixão de vidro e a deixaram lá. A vestiram com sedas rosa, por mais que ela odiasse e preferisse as calças de montaria. Um estranho homem ferido foi encontrado na floresta, e os anões trataram dele. Ele viu Branca, e apaixonou-se por sua beleza no mesmo instante. Sonhador costumava contar o quanto ela era mais bonita ainda em vida. Porém, a rainha tinha olhos por toda região, com seus os corvos enfeitiçados.

Ela emaranhou-se com a guarda real na floresta a fim de reaver o corpo de Branca de Neve. Com o mito de que a princesa apenas desaparecera, procurou por todo o reino. Bateu à porta dos anões, Sonhador atordoado atendeu, e com medo, convidou-a para procurar na casa, mas ela prosseguiu a busca nas outras cabanas. O estranho apaixonado pela princesa estava de partida, e o anão implorou para que ele a levasse com ele.

O príncipe partiu com Carrancudo e Sonhador, e os três transportaram a princesa em uma carroça. No percurso a carroça tombou, e ouviram um estranho barulho vindo do caixão. Branca de Neve olhava para eles atônita enquanto cuspia a maçã que ficara presa em sua garganta. No mesmo instante, o viajante a pediu em casamento, e depois de certo tempo ela aceitou. Casaram-se no dia seguinte em uma igreja da aldeia que ficava no caminho para o reino dele.

Ficha Técnica:
Título Original: Poison
Tradutor: Edmundo Barreiros
Editora: Editora Gente
Selo: Única Editora
Páginas:223
Capa: Brochura
ISBN: 978-85-67020-00-2


                                                           Minhas impressões      

Eis que a reviravolta acontece, o mocinho revela-se o vilão. O final é extremamente surpreendente, por isso não vou contá-lo. A leitura fluiu bem, li o livro em apenas um dia. A linguagem é de facil compreensão, e os adornos deixaram o livro mais interessantes. Embora eu pense que Sarah tenha forçado um pouco nas comparações e nas repetições de palavras.

O objetivo do livro era contar a história da Branca de Neve de uma forma diferente, e foi isso que eu vi. Não foi uma história distorcida, e sim uma história com outras influências. Já vi várias histórias recontadas, mas nenhuma é igual a essa. No livro, todos têm seus motivos para agir como tal, e isso foi muito interessante. Há certa originalidade no livro, o modo como foi apresentado a história, e como o vilão passa a ser a vítima no decorrer da história.

A autora conseguiu mostrar os desejos dos personagens em cada capítulo, além do que os motivaram a como tal. Há uma grande presença do eu selvagem nessa trilogia, o que eu aprecio muito. A ligação dos personagens com a natureza, e o equilíbrio deles consigo mesmos.

Eu gostei muito da diagramação, em primeiro lugar. As letras são do tamanho perfeito, e os desenhos e detalhes que lembram os contos de fadas são lindos. A presença do espelho não podia faltar. 
Adorei a capa, mas acho que foi usada muita maquiagem para representar Branca de Neve, e no livro ela é descrita como uma garota da natureza, selvagem e de beleza natural. Acho que os editores falharam nesse aspecto. E o melhor: as páginas são amarelas!

Espero que tenham gostado, até mais!
     

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

#Tag: Meus livros, ninguém sai!


Olá galerinha, como estão? É a primeira vez que respondo uma tag, espero que gostem! Essa foi criada pelo blog De cara nas letras, pelo Sérgio e pelo Pedro. A tag foi inspirada no vídeo "Meu óculos, ninguém sai",clique aqui para entender melhor. Vamos lá!




"Ei coisinha vai devagar!" Qual o livro que você leu muito rápido, praticamente devorou?


 Esse livro é simplesmente maravilhoso! Depois que li "Os Homens que não Amavam as Mulheres" passei a amar Stieg Larsson, com todas as minhas forças. A história é super envolvente, cada capítulo leva a descobertas que você nunca pensaria, é surpreendente. Eu li esse livro tão rápido quanto os outros da trilogia.

"Eu vou me segurar aqui." Qual livro te prendeu? 


Prendeu mais do que deveria. "O Pacto" de Joe Hill 
é outro dos meus livros preferidos, impossível não colocá-lo na lista.


"Meu óculos, NINGUÉM SAI!" Qual livro você não empresta, ou tem muito ciúmes? 



Ele é meu xodó, foi o primeiro livro que ganhei de presente do meu prometido. Embora seja a versão adaptada, gostei muito do livro, e ele tem um valor sentimental maior do que qualquer outra coisa que eu já tenha ganhado na vida.

"Juliana, você viu os meu óculos?" Qual livro você emprestou e nunca mais viu na vida?

Por enquanto nenhum, ainda bem \o/

"Juliana, tá des-mai-a-da" Qual livro te deixou com ressaca literária, sem poder ler outro livro?


Esse livro me deixou extremamente perplexa. Eu não sabia o que pensar dele, não sabia se era bom ou ruim, não sabia se eu não tinha gostado ou não tinha entendido. De qualquer forma, não pude ler nenhum outro livro enquanto eu não entendesse o meu sentimento sobre "O morro dos ventos uivantes", da Emily Brontë


"Shamochamochamu, Chama o Samu!" Que livro te deixou louco pela continuação?

Claro que foi a trilogia Millenium, Stieg Larsson é um rei, é o cara. Era para ser uma série com 10 livros, mas Stieg morreu de infarto antes de completar o quarto livro. Aí para não perder as obras, passaram a chamar de trilogia. Não sei o que eu seria capaz de fazer para reviver Stieg e ler os demais livros.

"Eu errei viu" Escreva aqui o livro que você achou que seria uma coisa e era outra!


Como eu já tinha dito na Retrospectiva Literária, eu pensei que esse livro era uma história e acabou sendo outra, teve uma reviravolta no final e até que não foi tão ruim assim.

Espero que tenham curtido a tag. Quais seriam suas respostas? Deixe um comentário!

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