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sexta-feira, 13 de março de 2015

Resenha: O Pacto - Joe Hill


Oi gente! Como estão? Espero que maleficamente bem, porque hoje a resenha é do livro O Pacto, de Joe Hill, filho do rei dos terrores: Stephen King. Nunca li nada do rei, mas admito que tenho muita vontade de apreciar cada um dos muitos livros que ele escreveu.

Não tem livro mais cheiroso que O Pacto, ele é maravilhosamente perfumado. A narrativa é um tanto quanto confusa em algumas partes do livro, mas muito estruturada em outros capítulos. A escolha do título das divisões de capítulos foi ótima, nos deixa mais curiosos para saber o que acontece naquelas páginas amarelas e aromáticas. Ao longo da leitura, a lauda adquiria a textura das palavras, enquanto eu absorvia todo o sentimento dos personagens. Este é um dos livros que eu leria novamente. O Pacto é bom como os diabos, definitivamente! Deixemos de floreamentos ao mestre Hill, e vamos à narrativa.

Título: O Pacto
Autor: Joe Hill
Editora: Arqueiro
Edição: 2010
Páginas: 320
Título Original: Horns
Tradução: Bárbara Heleodora e Hellen Potter
ISBN: 978-85-99296-88-2


Sinopse: "Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida. Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro. Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis. Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora. Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim."




Atenção: Contém Spoiler! 
Spoilers serão marcados em vermelho

Ig e Marrin se conheceram muito jovens, e desde então tornaram-se melhores amigos e amantes. Aquele tipo de amantes que estão entrelaçados tanto na alma como na carne. Tudo é incinerado quando um assassino, com sua paixão obsessiva e sufocada por todos esses anos, em um ato impensado e impulsivo, mata friamente Marrin Williams. Estuprada e assassinada cruelmente , toda a suspeita recai por aquele que mais queria sua felicidade: Ig Perrish. Após um ano de tortura, sem sua amada, desolado Ig visita o local onde o último suspiro de Marrin fora tirado. A pequena árvore estava enfeitada com a foto da tão amada garotinha de Gideão, e de imagens religiosas, decrépito, Ig urina por todo o local em um ato herege de protesto.

Desde o inicio, o Diabo e as mulheres se uniram contra Deus, desde quando Satanás, na forma de uma serpente, se aproximou do primeiro homem e sussurrou no ouvido de Adão que a verdadeira felicidade não estava nas preces, mas sim na boce** de Eva." Página 191

No dia seguinte, chifres crescem-lhe por suas têmporas, e com elas, Ig torna-se um ouvinte nato. As pessoas falam com ele como se falam-se consigo mesmas, ou pior, com seu demônio interior. Vários são os episódios em que pessoas falaram-lhe coisas grotescas, as quais jamais ousariam pensar perto de alguém. O pior ainda está por vir, ao buscar abrigo na sua família, ouve confissões doentias.


Eu acho esse livro fantástico. Me apaixonei por casa frase desse livro, e a narração de Hill é surpreendente. É muito bom ver o modo como as coisas acontecem, cenas que foram descritas no início do livro só irão fazer sentido nos últimos capítulo, e você fica tipo "Por que eu não pensei nisso antes?". Hill tem uma forma de escrever que te cativa, faz com que você queira ler mais e mais.

"Talvez fosse o preceito mais antigo do demônio, o de que se podia sempre confiar nos pecados para revelar o que havia de mais humano em uma pessoa, fosse para o bem, fosse para o mal"
Os personagens foram muito bem trabalhados, principalmente a forma como o assassino é descrito. Estava meio óbvio quem era o assassino, ficamos nos perguntando o livro inteiro o porquê dele ter feito isso, e pistas vão sendo dadas para que o leitor desvende isso. Porém, quando ele confessa, ficamos boquiaberto da frieza de seus atos, realmente fiquei com muita raiva nesse livro depois de saber os motivos do assassinato.

É impressionante como você pensa tratar-se de uma coisa, mas o autor desmente esse fato. Eu pensava que Merrin era uma garota tímida, inocente, mas ela é muito mais do que isso. No decorrer dos fatos e dos relatos do passado é possível descobrir uma Merrin que poucos conheciam. Ela era muito diferente de acordo com a ocasião e principalmente, com as pessoas.


Uma coisa que não gostei, é que Ig sofreu muito. Se já não bastasse perder a pessoa que ele mais ama e ainda ser acusado de tê-la matado, Perrish é praticamente trucidado pelo assassino de Merrin. Eu realmente achei que ele morreria sem vingar a morte dela. Porém, quando o faz, parece que faltou coisas, não fiquei satisfeita com o modo em que ele se vinga, quase não parece uma vingança.

Um ponto negativo do livro é que o leitor fica sem saber o porquê de Ig ter se transformado em uma espécie de diabo. E que final foi aquele? Parece que Joe estava com dó do assassino, eu fiquei foi é com raiva, muita raiva. Sinceramente, eu esperava que ele tivesse um pouco de consideração com seus leitores e revelasse o motivo dos chifres de Ig.

Em suma, é um livro fantástico. Eu sempre recomendo esse livro. Embora não seja de terror, alguns trechos são assustadores. Hill fala de uma forma como se ele fosse o dono da verdade, isso nos leva a pensar sobre algumas coisas da vida. Principalmente quando ele critica a Igreja, passamos a refletir sobre o que ela realmente quer conosco.

Espero que tenham gostado da resenha. Qual sua opinião? Deixe nos comentários!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

#Tag: Meus livros, ninguém sai!


Olá galerinha, como estão? É a primeira vez que respondo uma tag, espero que gostem! Essa foi criada pelo blog De cara nas letras, pelo Sérgio e pelo Pedro. A tag foi inspirada no vídeo "Meu óculos, ninguém sai",clique aqui para entender melhor. Vamos lá!




"Ei coisinha vai devagar!" Qual o livro que você leu muito rápido, praticamente devorou?


 Esse livro é simplesmente maravilhoso! Depois que li "Os Homens que não Amavam as Mulheres" passei a amar Stieg Larsson, com todas as minhas forças. A história é super envolvente, cada capítulo leva a descobertas que você nunca pensaria, é surpreendente. Eu li esse livro tão rápido quanto os outros da trilogia.

"Eu vou me segurar aqui." Qual livro te prendeu? 


Prendeu mais do que deveria. "O Pacto" de Joe Hill 
é outro dos meus livros preferidos, impossível não colocá-lo na lista.


"Meu óculos, NINGUÉM SAI!" Qual livro você não empresta, ou tem muito ciúmes? 



Ele é meu xodó, foi o primeiro livro que ganhei de presente do meu prometido. Embora seja a versão adaptada, gostei muito do livro, e ele tem um valor sentimental maior do que qualquer outra coisa que eu já tenha ganhado na vida.

"Juliana, você viu os meu óculos?" Qual livro você emprestou e nunca mais viu na vida?

Por enquanto nenhum, ainda bem \o/

"Juliana, tá des-mai-a-da" Qual livro te deixou com ressaca literária, sem poder ler outro livro?


Esse livro me deixou extremamente perplexa. Eu não sabia o que pensar dele, não sabia se era bom ou ruim, não sabia se eu não tinha gostado ou não tinha entendido. De qualquer forma, não pude ler nenhum outro livro enquanto eu não entendesse o meu sentimento sobre "O morro dos ventos uivantes", da Emily Brontë


"Shamochamochamu, Chama o Samu!" Que livro te deixou louco pela continuação?

Claro que foi a trilogia Millenium, Stieg Larsson é um rei, é o cara. Era para ser uma série com 10 livros, mas Stieg morreu de infarto antes de completar o quarto livro. Aí para não perder as obras, passaram a chamar de trilogia. Não sei o que eu seria capaz de fazer para reviver Stieg e ler os demais livros.

"Eu errei viu" Escreva aqui o livro que você achou que seria uma coisa e era outra!


Como eu já tinha dito na Retrospectiva Literária, eu pensei que esse livro era uma história e acabou sendo outra, teve uma reviravolta no final e até que não foi tão ruim assim.

Espero que tenham curtido a tag. Quais seriam suas respostas? Deixe um comentário!

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