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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Top 5 Personagens Imunes ao dia dos Namorados

Olá queridos, como vão? Tenho visto várias postagens pela blogosfera falando de filmes românticos para se ver no dia dos namorados, dica de livros que tenham um romance bem clichê e por aí vai. Então eu resolvi fazer esta postagem para homenagear os solteiros, não porque estão encalhados ou ficaram para titia, e sim porque querem estar assim. Porque as fêmeas se sentem muito bem sem  um macho e porque os machos não precisam de mulher para serem mais machos. Bora lá?

Celie

The color purple
Alice Walker
Ano: 1982 
Páginas: 258
Editora: Círculo do Livro

Publicado com sucesso nos Estados Unidos, o romance A Cor Púrpura tem como personagem principal, Celie, negra, semianalfabeta, no sul dos Estados Unidos, vive entre cuidar da família e planeja uma história diferente da sua para a irmã, Nettie. Acompanhamos sua vida por mais de trinta anos, por meio das cartas que escreve para Deus e, posteriormente, para a irmã. Em oposição à solidão, pobreza, brutalidade e violência, Celie vai descobrir outras maneiras de sentir. 
A Cor Púrpura é um livro emocionante que irá contar a história de Celie, uma mulher negra que foi maltratada de todas as formas pela vida. Sofreu abusos quando criança, e também depois de adulto. Mas nunca se deixou abater por tais acontecimentos. Estava sempre confiante e em nenhum momento chegou a lamentar sobre sua vida. Celie é um exemplo que mulher que nunca precisou de ninguém para sobreviver, a não ser sua própria força. Apesar de ser negra em uma época que isso era praticamente crime, ela conseguiu crescer não apenas como mulher, mas também enquanto pessoa.

Vitória

O Legado da Caça-Vampiro
Crônicas Vampíricas de Gardella
Colleen Gleason
Ano: 2010 
Páginas: 376
Editora: Jardim dos Livros
O Legado da Caça-Vampiro - Vitória Gardella é jovem, linda e usa piercing no umbigo. Ela vive na Inglaterra do século XIX e herdou um legado: matar vampiros. Londres, 1810. Num ambiente que lembra os romances de Jane Austen, como Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, uma jovem linda e sensual, Vitória Gardella, debuta na sociedade e precisa arrumar um marido rico. Mas Vitória parece viver 200 anos adiante de seu tempo. Quer levar vida independente. Usa piercing no umbigo. E herdou um terrível Legado – o de ser uma Venadora, ou caça-vampiro. Você não precisa esquecer tudo o que leu sobre vampiros, de Bram Stocker a Stephenie Meyer, mas vai se surpreender e se arrepiar com esse novo jeito elegante, erótico, sangrento e eletrizante de contar uma história.
Não entendi muito bem essa enfase que a sinopse teve de dar no fato dela usar um piercing no umbigo em pleno século 19. Enfim, Vitória é uma moça que teve uma vida imposta pela sociedade, obrigada a ser uma dama e casar-se. Porém, ela quer ser independente, não quer sentir as amarras do machismo e muito menos ter um marido que lhe controle os passos. Apesar de saber lutar melhor do que qualquer homem da cidade, ela acaba se casando. Se envolvendo com os deleites e prazeres como mulher.

Fantine

Os Miseráveis
Victor Hugo
Ano: 2014 
Páginas: 1511
Editora: Martin Claret

O livro Os miseráveis, mesmo tendo sido escrito no século 19 mantém uma história atemporal. Victor Hugo, demonstra claramente as relação do homem. É um enredo encobertos por fugas e ações amorais para um fim maior. Victor procurou mostrar o sofrimento do homem, e como ele lida com as circunstancias. Um homem que sofrera a vida toda teve espaço em seu coração para amar, e se tornar melhor com isso. Mesmo depois de tudo que passaram, os personagens não perderam a esperança, e procuraram fazer um futuro, e não esperar por ele. Em seus livros, demonstra os sentimentos mais profundos dos personagens, sejam eles bons ou ruins.
Em Os Miseráveis nos deparamos com Fantine, uma costureira, era alegre e gostava de rir; teve um namorado e a ele entregou-se completamente, deste romance nasceu Cosette. Abandonada pelo pai de sua filha, teve de se virar para conseguir criar a filha. Fez um acordo com os donos de uma taberna que prometeram cuidar da filha. Porém, a cada ano eles pediam mais e mais dinheiro, a mãe desesperada fez das tripas coração. Cosette transformou-se na criada, enquanto Fantine teve de vender os cabelos e os dentes para mandar dinheiro aos Thénardier. Não bastasse isso, teve de prostituir-se para render-se à extorsão. 

Lexie

A Mão Que Me Acariciou Primeiro
Maggie O'Farrell
Ano: 2015
Páginas: 322
Editora: Bertrand Brasil

A Mão Que Me Acariciou Primeiro - Neste fascinante romance, Maggie O’Farrell nos apresenta a incrível história de duas mulheres separadas no tempo, mas com o mesmo destino marcado pela arte, pela maternidade e por inúmeros segredos. A mão que me acariciou primeiro é uma assombrosa investigação sobre como conduzimos nossas vidas, quem somos de verdade e como podemos estar profundamente conectados pelos mais prosaicos acontecimentos.
Em A Mão Que Me Acariciou Primeiro temos Lexie, mais uma garota independente que vive no interior. Também foi obrigada pelos pais a se comportar como uma dama, mas não deu ouvidos a eles e passou a viver sua vida da forma que achou melhor. Não deixou que homem nenhum pusesse rédeas em sua vida. Não que ela seja teimosa, mas ela só fazia as coisas que queria e quando queria. Cem por cento independente. Leia a resenha aqui.

Mersault

O Estrangeiro
Albert Camus
Ano: 2010 
Páginas: 126
Editora: Record
"O Estrangeiro", tão popular porque, à parte ser a seca narrativa das desventuras de Meursault, condenado à morte por matar um árabe a troco de nada, é também a narrativa das desventuras de um homem do século XX. Uma autobiografia de todo mundo. Mersault leva uma vida banal; recebe, indiferentemente, a notícia da morte da mãe; comete o crime; é preso; julgado; tudo gratuito, sem sentido, apenas mais um homem arrastado pela correnteza da vida e da História.
Não poderia faltar um homem para completar esta lista não é mesmo? Mersault é um homem independente, cuida de si próprio e difere lazer de necessidade. Por esse motivo, deixa de fazer diversas coisas em sua vida, tal qual ter uma namorada. Para ele, se relacionar com quem quer que fosse estava longe de suas necessidades. Ele não precisava de um amor para dizer que sua vida estava completa. E o melhor, ele não precisava de ninguém para ser feliz, apenas ele bastava. 

Deixo aqui bem claro que não estou boicotando os Dias dos Namorados. É uma data muito bonita e especial para aqueles que veem nela um motivo para se comemorar. Estou apenas dizendo que se relacionar com alguém se deve a simplesmente apreciar a companhia dessa pessoa, e não dar um sentido a vida, como muitas garotas hoje em dia fazem. Namoro não é tudo na vida, e o término dele não é um motivo para morte. Estou exagerando um pouco, mas certamente há pessoas que veem essa data como um dia depressivo porque não tem um namorado ou namorada. 

Esses personagens que citei aqui, não abdicaram do amor, tanto é que todos eles tinham alguém com quem contar no fim do dia. Eles eram independentes sim, mas não é necessário estar sozinho para isso. Aqui, a palavra independentes recai no sentido de que podemos ser felizes com nós mesmos. Espero que tenham entendido a mensagem, o que achou desta seleção? Deixe sua opinião nos comentários!

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