segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Resenha: Ora bolas - Vanessa Franco Peretti

Título: Ora Bolas!
Colorindo o mundo animal
Vanessa Franco Peretti
Ano: 2015
Páginas: 30
Editora: Butterfly
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Você vai se divertir com o fascinante mundo das formas dos animais. Nesta obra, a artista Vanessa Franco Peretti criou desenhos a partir um padrão de cores e círculos batizado por ela de Bollidraws , conceito gráfico que une muitas curvas e movimento. São 30 belos desenhos, impressos em papel de alta gramatura, em folhas soltas que poderão ser emolduradas, tornando-se belos quadros de decoração.
Sempre gostei de pintar, então quando cresci, pensei que jamais poderia retomar meus sentimentos de infância mais uma vez. Esse livro ativa nossas lembranças mais agradáveis de quando criança. 


Este livro de colorir ativa nossa memória e ajuda nossa criatividade a fluir. A forma que o desenho será pintado é um reflexo do nosso universo interior. Aqui, é possível ousar nas pinturas com cores que não representariam a realidade do desenho. É uma questão de perspectiva pois o mesmo desenho pode ter vários significados a pessoa que pinta. Quem observa pensa como o desenho está pintado ou como deveria estar. Porém, é algo totalmente pessoal.


O livro ensina controle e disciplina, quem pinta tem a disciplina de terminar o desenho. Praticando sempre concluir metas em vez de iniciar e não terminá-la. São desenhos que demandam tempo e dedicação. O papel é de ótima qualidade, firme e não passa tinta para o outro lado. Nessa aventura, o uso da razão e da lógica não é necessário, você pode deixar sua imaginação fluir, projetar seus desejos no papel.


A proposta do livro é pintar do jeito que quiser, imaginar e relaxar. A intensão de pintar é fugir da realidade. Foi uma experiência muito gostosa pintar as imagens, criadas com contornos em esferas e círculos.


Sobre a autora:
Vanessa Franco Peretti, artista gráfica, formada em Arquitetura e Urbanismo e pós-graduada em Designer Gráfico pela Belas Artes (SP). Ilustradora por opção e apaixonada por cores e ideias inovadoras, tem a arte em seu DNA. Já desenvolveu trabalhos internacionais e foi premiada em diversos concursos. 

Entre as muitas das habilidades que desenvolve para o mercado é, também, lançadora de moda. Bollidraws® é uma marca registrada da artista.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Resenha: Guerra Negra - Débora Falcão

Olá queridos, como vão? Hoje quero falar a vocês de um livro que terminei já faz algum tempo, bora lá?

Título: Guerra Negra
Autora: Débora Falcão
Páginas: 179
Editora: Deuses
Ano: 2015
O mundo está diferente, caminhando a passos largos para uma guerra sem precedentes. Enquanto isso, um homem se destaca e cresce politicamente. Jovem, bonito, de família tradicional francesa, carismático, com incrível poder de persuasão. M. Junius de Margeau parece ser a única salvação para os problemas gerados pela ganância e egoísmo da humanidade. Mas, por baixo de tanta beleza e bondade, algo muito estranho se esconde e uma garota de dezessete anos descobre isso da pior forma possível.
Keren-Hapuque é a protagonista de Guerra Negra, uma ficção destinada ao público jovem e adulto, recheada de ação, aventura, romance e suspense.
O primeiro livro da Saga Cidade de Cristal.
Criada em uma família tradicional judaica, sempre teve suas opiniões regradas e apesar disso, é mandada para um colégio na Califórnia. Keren é uma adolescente muito chata e facilmente influenciável. Ao chegar no colégio, se mostra uma garota sem voz, que diz sim a pessoas que acabou de conhecer apenas para se enturmar. 

Uma colega a convence de ir a uma festa, chegando la, há um ritual muito estranho e tempos depois ela aparece misteriosamente na porta de seu próprio apartamento, sem se lembrar do que aconteceu. Nesta festa, ela chegou a conversar com o aniversariante, Junius de Margeau, onde sua vida se transformou. 


Tal amiga ainda a convence de participar de outros eventos em que a ceita atua, Keren em vez de recusar, permanece no local mesmo depois de fatos bizarros ocorrerem. Ela é praticamente obrigada a participar de alguns rituais, e mesmo sentindo-se desconfortável perante sua religião, permanece no local, talvez por querer agradar a amiga. [Isto foi extremamente entediante]

O livro se passa no futuro, Keren se vê cercada por pessoas com nomes diferentes e de hábitos estranhos, com uma guerra prestes a acontecer. Potencias como Estados Unidos ainda estão presentes, bem como México passa a investir em energia nuclear e o Brasil se torna um dos principais detentores do petróleo do mundo. Nesse cenário, seus amigos compartilham de uma opinião formada sobre uma futura guerra, a qual ela fica sem entender. 
"Em breve, algo maravilhoso acontecerá. Nossa Mãe prometeu que enviará um homem que nos ajudará a salvar o planeta de tanta maldade, e viveremos uma era de paz e harmonia."
"Só que para isso" continuou Amaryllis: "Muita coisa vai acontecer. Veja a sua volta. Guerras e rumores de guerras. Fome. O mundo em colapso. Está chegando o momento em que mundo achará que é o fim, mas será um recomeço. Gaya nos enviará seu filho para nos proteger"

Em grande parte do livro Keren só pensa em sexo, aos 16 anos, sua atração pelas pessoas é muito forte. Em uma cena, ela chegou a fazer o que seria uma loucura a fim de ficar com um rapaz. Ela estava hipnotizada e tudo o que queria era ficar com ele. Isso parece um pouco fútil, porém, dada as circunstancias, ficou claro de que Keren era uma peça importante neste enigma. Tal homem não media esforços para controlar a moça, em vista de um objetivo maior. [Infelizmente não revelado no livro]

Eis que se passam 7 anos, Keren não mais é aquela adolescente mimada e beirando a futilidade, e sim uma mulher que teve de lutar e sobreviver durante a guerra [que eclodiu de repente e ficamos sem saber qual o real motivo dela]. Não há uma transição entre essas duas pessoas tão diferentes, o leitor é simplesmente jogado de paraquedas na história.

Os personagens só são apresentados justamente nas cenas em que eles aparecem, ficando algo um pouco superficial. São apresentados apenas quando terão algum papel na trama. Alguns são bem construídos, mostrando uma personalidade e uma possível razão das ações em questão, já outros, pouco se falam deles. 

Não fica claro quem é Keren-Hapuque e qual sua missão na Guerra Negra. A autora só nos conta pedaços da vida da jovem, aqueles que são (ou deveriam ser) importantes para atrama, nada mais. Ficamos avulsos a vários acontecimentos, algumas cenas são confusas assim como os sentimentos de Keren. Ela simplesmente não sabe o que quer. 


Keren se transforma em uma espécie de Sara Conor, é incrível o modo que a personagem luta para defender os seus, não se acovardando de matar inocentes, paradoxalmente a atitude dela de poupar aqueles que seriam inimigos. Ela se tornou uma mulher forte e guerreira, e eu senti falta desse crescimento pessoal e dessa maturação dela no livro. 

Por ser um livro introdutório ao mundo de Cidades de Cristal, várias dúvidas são levantadas, o leitor fica curioso e um pouco frustrado com tantas perguntas e nenhuma resposta. Em suma, é um livro com uma premissa interessante e uma história que promete vários conteúdos, porém a autora não soube organizar corretamente tantas informações. Creio que o livro poderia seguir uma cronologia com informações mais concisas e com um proveito maior de algumas cenas, bem como se aprofundar mais nos personagens. 

É um universo que vale a pena ler, aguardo o segundo livro da Saga Cidades de Cristal, espero sanar as dúvidas deixadas por Guerra Negra. Se interessou? Clique aqui para ler os dois primeiros capítulos da obra! Você pode comprar o livro, tanto físico quanto em e-book pelo Clube de Autores aqui, ou pela Amazon aqui


Formada em Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Pernambuco, apaixonada pelas artes cênicas, literatura fantástica, música e dança. Trabalha como diagramadora em uma editora e atualmente vive com marido e filho na cidade de Recife, em Pernambuco, onde escreve e está trabalhando em seus próximos livros.

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

O que seria dos bons poetas se não o amor?


“Eu nunca chorei tanto por um cara como chorei por ti. Eu chorei por te conhecer, por te ter na minha vida como amigo; chorei quando senti sua falta. Chorei porque me pediu em namoro. Chorei por gostar de você. Chorei na primeira vez que você partiu, como chorei. Chorei quando fui te buscar, e te trouxe de volta a mim. Chorei por medo de te perder novamente. Chorei por estar tão feliz a ponto de não conseguir dormir a noite por isso. Chorei por precisar tanto de ti, e saber que um dia eu já não te teria. Eu chorei. Por antecipação, sim, eu também chorei por isso, do mesmo modo que choro agora.

Mas no fim de tudo, eu choro porque te amo. Porque tenho saudades suas. Da gente. Lendo esse texto alguém irá pensar que te perdi. Não. Você ainda é meu, mesmo que por um fio. E sempre será, mesmo que esse fio seja cortado pela minha incapacidade. Por eu não te merecer, da mesma forma que não mereço homem algum. Amor algum. Sou um desastre em tudo, desde matemática até amar. Amar eu amo, e muito. Mas só isso não basta. Só isso não supre as necessidades do parceiro. Amar é a essência, sim, claro. Mas com essa essência vem as responsabilidades. E eu nunca fui boa com isso. “Responsabilidade”, só de ler essa palavra grande, só de pronunciá-la em alto e bom som, já me dá medo. Afinal, sou construída a base deles. Medo. Medo de não agradar, medo de não conseguir, medo de não tentar, medo de errar. Medo por não te fazer feliz. E olha que paradoxo, de tanto medo, acabei sufocando. E fazendo com que todos os meus maiores medos se tornassem realidade. Não só mais um medo guardado no meio de tanta bagunça no fundo do meu frágil coração. Mas agora um pesadelo que me aterroriza todos os dias.



Eu sou toda errada, mas quem não é? Porém eu sou errada a um nível extremo. Exagerada em tudo. No drama, nos medos, nas dores, nas lembranças, nos sorrisos, nos abraços, nas mordidas e gargalhadas de puta ainda não descoberta.

Nasci pra ser sozinha. Ninguém merece esse lixo ambulante que eu sou não! E eu não mereço qualquer pessoa que seja, pelo simples fato dela estar à milhas de níveis afrente de mim. Por estar a milhares de camadas acima de mim. Qualquer um é melhor do que eu. Em tudo. Pois é.
Concordando ou não comigo, você sabe que o que eu digo é verdade. E pode até não jogar isso na minha cara um dia, por pena talvez. Não sei. 

Ninguém sabe o dia de amanhã. Pra que falar do futuro se ele pode mudar? Pra que relembrar o passado se ele já passou? Do presente eu não falo. Porque dói; E fere. Muito mais que o passado e futuro juntos.

A verdade mesmo? É que eu te amo. Como jamais amei alguém. Eu te amo, mais do que eu já amei todos os outros juntos. Por isso eu chorei mais, sorri mais, fui mais feliz. Não por ter durado mais, mas por ter sido “o” cara certo.
Ons bons textos são feitos quando se está triste ou apaixonado. No meu caso estou os dois. Nem sempre um bom texto é aquele que expressa alegria, mas o que expressa amor. O que seria dos bons poetas se não o amor? Seria eu sem você.”
Meu nome do meio é fracassada.

Escrito e postado por Maria Lygia. Texto de 2013. Todos os direitos Reservados. 

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