quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A realidade sombria de Fifity Shades of Grey (50 Tons de Cinza)

50 Tons de Cinza é como o carnaval. Ninguém gosta, mas mesmo assim fala sobre. É nos grupos do facebook, nas rodas de amigos e na esquina do cinema. Não dá pra se trancar e esperar que essa onda passe, as sombras do Grey estão por toda parte. Todos falam desse "fenômeno", mas o que é realmente?

     (Foto:Divulgação)

Muitas foram as críticas aos livros e quando foi lançada a adaptação para o cinema, elas dobraram. O filme não é uma cópia do livro, como muitos leitores teimam em pensar sobre a palavra "adaptação". O longa nada mais é do que algumas das cenas compactadas do livro, o qual não é nada demais, senão um livro qualquer.

Clichê ou não, o livro retrata uma história de amor um tanto quanto escura (Segundo a visão da autora). Ambos constroem uma relação que inspira sentimentos, mesmo que diferentes. Anastasia e Chistian criam uma ligação de sentimentos inesperados, o que dá um tom a mais à história.

Assim como todo romance, deve haver um conflito, este é o fato do Sr Galã ter um gosto peculiar. O livro foi escrito exatamente para que as mulheres se apaixonem por Grey, com seu jeito preocupado e elegante. Mas, nem sempre é o que acontece.

Somos levados a crer em falsas verdades, fazendo-nos acreditar que podemos ser Anastasia Steele e encontrar um Chsitian Grey, mas o que ninguém diz, é que isso pode não ser possível. E exatamente por isso é que o filme ficou tão famoso. O marketing está no fato de que uma mulher possa mudar o homem através do amor. Bobagem ou não, renderam muitos milhões.


     (Foto: Divulgação)


Repito: O livro é uma ficção. Há um certo "que" de fantasia quando se fala desse livro. As mulheres querem se sentir desejadas, e querem também controlar. Mas pera, não seria o homem o controlador nesta fantasia toda? As mulheres, público alvo, também têm fantasias, sempre tiveram, elas só não eram muito comentadas.

Vários foram os movimentos feministas a respeito de tal dominação apontada no filme, mas livros eróticos vêm sendo escritos há tempos, a fim de diminuir o tabu pela sexualidade feminina. A indústria cultural se inspira na liberdade que as mulheres buscam, a modo de empurrar produtos ao invés de se comprometerem com a causa.

Porém, isso não faz de Fifity Shades of Grey um livro ruim. Ele é aquilo que é, uma história clichê que acabou ganhando o mercado por conta do marketing acima das mulheres. Mulheres estas que sentem-se livres para ler aquilo que quiser, e se orgulhar disso.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Dica de filme: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho



A dica de hoje é o filme "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho". Que conta a história de Leonardo, interpretado pelo jovem ator Guilherme Lobo, um rapaz cego que no momento passa por uma fase de descobertas e preocupações acerca de nunca ter recebido um beijo.

Por outro lado, Leonardo também tem de lidar com seus pais super protetores, preocupados por causa de sua limitação visual. Temerosos em ceder autonomia mesmo que ele estude em uma escola comum e seja capaz de interagir com as outras pessoas do seu colégio sem nenhuma dificuldade aparente, o que causa conflito entre eles.

O longa ainda conta com a participação de Tess Amorim como Giovana e Fabio Audi como Gabriel, atualmente atuando na novela da Globo, Alto Astral.


É uma trajetória tocante que mostra o amor na sua forma mais pura e sensível, seja na forma da amizade, ou na forma de um amor verdadeiro e sincero. No filme, foi abordado um tema clichê, porém de uma forma nunca antes vista. É possível notar toda a simplicidade do primeiro amor nos gestos dos personagens, tudo foi calculado para que fosse o mais singelo possível, o diretor Daniel Ribeiro fez um ótimo trabalho.


O fato de Leonardo ser cego não impediu que ele amasse e fosse amado e muito menos diminuiu sua felicidade. Um tabu abordado de modo natural na trama. Aqui, não se retrata um amor vulgar e sim de uma descoberta entre dois garotos. O filme não é sobre um amor homossexual, e sim, sobre amor, apenas.

O modo como as limitações do adolescente foi exposta nos deixa a pensar a cerca dos nossos próprios problemas. O modo como Leo lida com as dificuldades é encorajante. Eu amei esse filme, assim como o curta, eu super indico. E vocês, o que acham?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Sucesso do Legião Urbana "Eduardo e Mônica" ganhará versão no cinema.


Olá galera! Como estão? Já sabem da notícia? Um filme será produzido baseado na letra de Eduardo e Monica, sucesso da banda Legião Urbana escrito pelo Renato Russo.

A canção épica "Faroeste Caboclo" lançada em 1987, também teve adaptação para o cinema. O filme foi dirigido por René Sampaio e lançado em 2013. O elenco contou com Isis Valverde como Maria Lucia e Fabrício Boliveira como João de Santo Cristo.

O filme foi baseado na música, porém, isso não quer dizer que tenha sido fiel à ela. É bom que não mantenham muitas expectativas de que o longa seja uma cópia da música.


A versão cinematográfica de Eduardo e Mônica será dirigida também por René Sampaio. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2016 e contará com a participação ativa de Giuliano Manfredini, filho do Renato. Segundo o site do Brasileiríssimos, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá não participarão do longa, já que a música foi escrita na época de carreira solo do vocalista do Legião.

Assista ao clipe da música feito recentemente:


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